De acordo com a Fundação Pró Sangue, 5.500 bolsas de sangue são utilizadas no Brasil por dia; mas apenas 1,5% da população brasileira doa sangue regularmente.
Talvez nem você e nem ninguém de sua família ou círculo de amigos tenham passado pela necessidade de receber sangue. Mas, todos os dias e em todas as partes do mundo, existem pessoas precisando de sangue para continuar vivendo – são portadores de doenças cujo único tratamento é a reposição sanguínea periódica, pessoas que se submetem a cirurgias ou sofrem acidentes.
É necessário saber uma coisa: O sangue é vital para o funcionamento do organismo e só pode ser produzido pelo nosso corpo.
Assim, quem precisa de sangue sempre precisa de alguém que doe, que seja solidário: pessoas como você!
Lembre-se: Não falta sangue, faltam pessoas!


Se você entendeu a simplicidade do processo de doação de sangue, e a importância do ato para a vida de quem precisa, veja agora quais são os requisitos para ser um doador de sangue:
Homens ou mulheres com idades entre 18 e 60 anos;
Pesar acima de 50 kg;
Não ser usuário de drogas;
Não estar gestante ou amamentando;
Não ter recebido transfusão de sangue nos últimos dez anos;
Nunca terem sido acometidas de Hepatites, Sífilis, HIV ou outras doenças transmissíveis através do sangue;
Não ter se acidentado com materiais contaminados com sangue nos últimos 12 meses;
No dia da doação é necessário:
Levar documento de identidade (pode ser RG, Carteira de Registro Profissional, Carteira de Habilitação ou Passaporte);
Estar alimentado;
Ter dormido pelo menos 6 horas na noite anterior;
Não fazer exercícios físicos antes da doação.
Intervalo de doação:
Homens 60 dias: até 4 doações por ano.
Mulheres 90 dias: até 3 doações por ano.


No Brasil, os grupos sanguíneos mais comuns são o O e o A. Juntos eles abrangem 87% da população. O grupo B tem 10% e o AB tem 3%.
Confira ao lado a tabela de compatibilidade do doador com receptor:
Diagrama de compatibilidade
Doadores do tipo O podem doar para A, B e AB; doadores do tipo A e B podem doar para AB.
A distribuição dos grupos sanguíneos na população humana não é uniforme. O mais comum é 0+, enquanto que o mais raro é o AB-. |
|
Além disso, há variações na distribuição nos diferentes grupos étnicos:
Nos aborígenes da Austrália, 68 % são 0 e 32 % são A
Nos esquimós, 86 % são 0
Nos asiáticos, a grande maioria da população é do grupo B.


Cada coleta retira do doador o equivalente a até 450 ml de sangue. São necessários aproximadamente 60 minutos para que todo o processo de doação seja realizado.
Cada doador pode salvar até três vidas, pois o sangue coletado, após a análise para identificar doenças transmissíveis, passa por algumas etapas, chamadas de Fracionamento, que o transformam em três poderosos “medicamentos”:
Plasma: É a parte fluida do sangue, responsável pelo transporte de proteínas, fatores de coagulação e eletrólitos, principalmente.
Plaquetas: Que são pequenas células que desempenham um importante papel na coagulação sanguínea.
Hemácias ou glóbulos vermelhos: São responsáveis pelo transporte do oxigênio aos tecidos do organismo.


Na recepção, o doador/candidato preenche um cadastro com os dados pessoais. É importante levar a identidade e anotar o número de telefone para contato.
Em seguida, é realizado um exame para verificação de peso, altura, pressão arterial e anemia (havendo qualquer problema de saúde, o candidato é dispensado da doação).
O próximo passo é seguir para sala de coleta, onde são retirados de 380 a 450 ml de sangue (através de uma agulha colocada em seu braço). É retirada também uma pequena amostra de sangue para a realização de testes laboratoriais.
Por último, o doador é encaminhado para receber um lanche, para repor o volume que foi doado.
Após estas etapas, o sangue colhido é encaminhado para o setor de fracionamento, e serão liberados para o uso, se os exames laboratoriais forem negativos.
(São realizados testes de tipagem sanguínea, fator RH, e exames para identificar Sífilis, Doença de Chagas, Hepatites B e C, Leucemia, alterações no fígado e AIDS).
|